Max e Iggor Cavalera – Return to Roots, 15 de/Belo Horizonte MG


 

 

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Não é qualquer artista que consegue fazer uma releitura com êxito do que foi feito no passado, mas digamos que Max e Iggor Cavalera tem muita propriedade para isso, principalmente por serem idealizadores da obra.

Return to Roots, nome da tour em comemoração aos 20 anos do álbum “Roots” chega a Belo Horizonte colhendo os frutos do sucesso e da forca de vontade dos irmão em trazer a vida um dos discos mais seminais sa história do metal contemporâneo.

O show aconteceu em Belo horizonte no dia 15 de dezembro na casa  Music Hall situada no bairro de Santa Efigênia, aguardado com muita ansiedade por todos que não puderam ver a pequena passagem da banda em 1996 antes de se separarem, levou um bom número de expectadores ávidos a reviver um momento único no Heavy metal tupiniquim.

A abertura do show foi feita pelas bandas Capadocia/ABC paulista e Incite/EUA do filho mais novo de Max,  Richie Cavalera. Infelizmente não pude presenciar a apresentação da banda paulista por uma questão de tempo, lembrando que o show foi em uma quinta-feira dia útil e o horário acabou dificultando essa possibilidade.  Os comentários não foram nem tão alem nem tão aquém, para a banda de hardcore ainda pouco conhecida em beagá mas acabou agradando aos poucos presentes na casa com sua pegada diferenciada mesclando estilos como Hardcore, Thrash Metal, e heavy metal.

Uma pequena pausa e a banda liderada pelo Cavalera mais novo entra incendiando o público que já se fazia presente em bom numero. Muito possante, os caras tem talento fazendo som com muita propriedade e com as influências que não poderiam faltar como: Sepultura, Pantera, Slayer e da galera do metal moderno.

Set, curto mas muito revigorante, 40 minutos de pauleira da melhor qualidade, Richie é um verdadeiro “frontman”, e não poderia ser diferente, pois cria de Max Cavalera tem que honrar seus predicados! A banda desfilou hits dos seus três discos com ênfase no ultimo lançamento “Opression” de 2016. Em Suma, um show muito bom de  uma banda promissora que ainda iremos ouvir muito o que falar.

Ja se passavam das 22 horas e a ansiedade era enorme, nessa hora a casa já estava lotada, e em Belo Horizonte Sepultura é rei como todos sabem, e aqui se encontravam presentes nada menos que Max e Iggor cavalera.

Então sem mais delongas Max Cavalera, Iggor Cavalera, Mark Rizzo e Tony Campos, iniciaram o espetáculo com o power hit “Roots Bloody Roots” incendiando a todos, eu que estava fazendo as fotos do evento já levei uma cusparada de agua no pandemónio que se criou nessa verdadeira ode ao metal.

A sequência do show foi exatamente como concebida no disco de 1996, e “Atitude” veio a seguir, com Max empunhando seu famoso “Berimbau” em referencia ao candomblé e as culturas africanas e indígenas qual foi  concebida a idéia do álbum. “Cut-throat” veio dando continuidade ao massacre sonoro, muito intensa abriu varias rodas endiabradas de mosh.

O primeiro momento mais cadenciado para um respiro foi com “ratamahatta”, música de Carlinhos Brow, cheia de suingue baiano vindo dos tambores do Olodum. “Breed Apart”, minha favorita com suas batucadas tribais e  riff poderoso veio estraçalhando tudo, que início de música majestoso criado por Max é esse? A musica é muito legal  e claro detonou tudo, acho eu vi pessoas chorando nessa hora.

“Straighthate, Spit, Lookaway e Dusted” foram a parte mais arrastado do show mostrando a pegada do New Metal influenciados por Korn, a banda mais relevante do estilo. “Born Stubborn” volta a quebradeira com sua pegada  Thrash Metal lembrando algo feito no grande Álbum “Chaos AD” antecessor a “Roots”, muito legal, a musica estava ainda mais raivosa nessa tour, os caras estavam com sangue nos olhos!

Então chegara a parte mais inusitada do show com  “Jasco e Itsári”,  Max Cavalera na edição da revista Roadie Crew versa sobre os 20 anos de Roots: “No meio do show a coisa para e fica todo mundo assistindo”, e aconteceu isso mesmo, foi massa, uma coisa improvável para uma banda tão intensa, mas que deu todo charme e diferencial que sempre tiveram.

“Ambush” com seu final “batucado” volta com tudo emendando “Endangered Species” e a mais rápida ainda “Dictatorshit”, essa hardcore puro, com a letra protestando contra os tiranos da história em todos os tempos, assim extraído um ultimo respiro da plateia insana presente no local.

Pausa para intro “Canyon Jam” e em seguida a banda retorna com os lados “B” de Roots, então Max adentra novamente o palco tocando um trecho de uma das suas maiores influências “War Pigs” do Black Sabbath com adesão do público nos “coros de vozes” apos uma pequena pausa eis que surge o “Cover” da banda Suíça Celtic Frost para “Procreation of the Wicked”, essa me emocionou ao extremo, foi minha favorita e não teve como não arrepiar.

Em seguida a dupla Max e Iggor promoveram uma espécie de “pocket show” revivendo assim  trechos de algumas das músicas do Sepultura como “Antichrist”, posteriormente re-arranjada como Anticop, “Necromancer, Polícia dos Titãs,  Inner Self e Dead Embrioyic Cells”.

Depois desse momento mais intimista, a banda retorna para  fazer “Ace Of Spades” em uma homenagem a Lemmy Kilmister e Cristinao Gomes, redator do site Mondo Metal, falecidos recentemente.

O show do ano, aguardado por muitos encerra com uma versão supersónica de “Roots Bloody Roots” chamada  “Roots Fast”, onde Iggor monstruosamente ainda tem fôlego e mostra porque é o maior baterista do mundo com evoluções na bateria de cair o queixo.

Max e Iggor em Return to Roots vieram a Belo Horizonte e deram seu recado, mostraram muita competência e carisma ao reviver os tempos mágicos que pude presenciar nas décadas de 80/90.

 Missão cumprida, 20 anos após “Roots “ser lançado é ainda um disco que possui uma relevância histórica por sua inovacao e coragem em não se acomodarem e mostrarem que são lideres e nao seguidores. E finalmente chegou por aqui para nosso deleite!

 

 

 

Paradise Lost -The Plague Within World tour 2016


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Era inicio da década de 90 e um estilo estava prestes a se tornar referência mundial com bandas europeias e americanas tais como: Paradise Lost, Napalm death, Pestilence, Entombed, Obituary, Death, Morbid Angel, Deicide entre muitas outras, o Brasil não poderia ficar de fora dessa onda já que o país passava por um bom momento depois da abertura política com seu primeiro festival, o renomado Rock in Rio. Sepultura, Sarcófago, Dorsal Atlântica, Vulcano e MX demonstraram nosso poderio death metal exportando agressividade além mar!

Vindos de Halifax, Inglaterra a banda Paradise Lost após sua primeira demo conseguiu um contrato com a gravadora Peaceville e lançaram  seu primeiro disco, “Lost paradise”, ficando marcado no tempo pelo estilo agressivo denominado por todos a época como Doom death metal.

Em 1991 a banda em uma grande sacada redefine seu som misturando a agressividade do death metal ao gothic rock, moldando seu estilo qual viemos a entender em discos como: “Gothic”, “Shades of God”, “Icon”, “Draconian Times”, “One Second”, “Host”, “Believe in Nothing” e “Symbol of Life”, esses últimos mais góticos que metal, o que desagradou um pouco aos fãs do começo da banda. Alguns anos após retornam à sonoridade mais agressiva lançando discos voltados a seu passado metalico: “In Requiem”, “Paradise Lost”, “Faith Divides Us, Death Unite us”, “Tragic Idol” e por fim “The Plague Within”, unindo sofisticação e agressividade em sua música.
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Outubro de 2016, sexta feira, a última das cinco apresentações da banda em solo brasileiro na hora marcada, a banda adentra o palco. Nick Holmes parecia estar muito a vontade, e em vários momentos se referiu a “Beagá” com muita empolgação já tendo uma idéia do que esperar do público presente pelos anos em contato com bandas como sepultura desde a década de oitenta. Os outros integrantes da banda com exceção do competente baterista Waltteri Väyrynen,  permaneceram os mesmos, (fato raro em se tratando de bandas e relacionamentos)  e vimos muita vontade e determinação em cada nota emitida pelos guitarristas Greg Mackintosh/Aaron Aedy e pelo baixista Steve Edmondson que juntamente com Holmes,  transformam o Paradise Lost em uma das mais fortes e concretas formações do metal/rock!

O novo single, No Hope In Sight, foi a escolhida para o “openact”, música incrivelmente forte, metal, mas sem deixar de lado as influências góticas que deram toda a personalidade que a banda possui, Pity the Sadness do ótimo disco “Shades of God” que acredito ter sido o início da era mais cadenciada da banda foi a seguinte mostrando que o show não seria menos que incrível.

Para minha surpresa uma das músicas que mais gosto, One Second, seria a próxima, isso verdadeiramente me pegou de surpresa, pois em 2o12 em Sao Paulo foi uma das últimas no bis. Esse disco é com certeza um divisor de aguas para a a banda, pois molda com muita sofisticação metal e gothic rock, fiquei muito emocionado nesse momento, mas queria que ousassem mais e tocassem outras do mesmo, como: mercy, Soul Corageous, Blood of Another, Another Day ou This Cold Life, quem sabe algum dia né?

Dead Emotion, foi a primeira surpresa da noite e nos levou de volta a “Gothic” o disco que se não deu origem a tudo, foi o que direcionou o estilo! Incrível, arrepiante, peso e melodias alinhadas como se fossem uma coisa só. Essa com certeza era uma das mais esperadas pelo que pude conferir na emoção dos presentes. As I Die quase sempre presente empolgou a todos com seus power riffs abrindo caminho para mais uma nova, Return To The Sun.

Erased talvez tenha sido a grata surpresa da noite, e olha que não é somente eu que agrado dessa fase, um cara atrás de mim cantava a parte da cantora do “duo” com Holmes enlouquecidamente. Faltaram músicas do ótimo “Host”, disco mais rock da banda, mas talvez para não se comprometerem na terra do metal, deixaram pra uma próxima oportunidade.
Embers Fire, musica de “Icon”, disco que digamos deu o pontapé inicial ao que veríamos  em “Draconian Times” o disco mais famoso e sem trocadilhos icônico deles, foi executada. Sempre quis ver essa ao vivo por seu Whah-Whah característico na introdução da guitarra feito por Mackintosh, foi muito legal.

Eternal, retorna a “Gothic” enlouquecendo os fãs e mais uma vez nos enviando ao início da década de 90,  aos primórdios da banda.  Ao fim dessa, mais um momento dançante depois da lugubridade de Eternal e executam Say Just Words quase ao fim do show, mostrando uma banda muito dona de si, não precisando mais provar nada a ninguém ao mesclar sons antigos com os mais modernos.

O melhor ainda estava por vir com o bis calcado em duas músicas do clássico “Draconian Times”, Enchantment, emocionante, incrível (no show de São Paulo, tocaram mais dele, como a bela Forever Failure, mas dessa vez apenas duas) e antes de encerarem com The Last Time, ainda ouve tempo para as ótimas Faith Divides Us – Death Unites Us e An Eternity Of Lies a melhor do disco novo.

Paradise Lost, o interminável sofrimento chegara ao fim com uma grande apresentação de  1 hora e 30 minutos. Duas décadas após, e já bem estabilizados pude ver os Ingleses em  Belo Horizonte onde sempre foram muito aguardados.

Se no início ajudaram a criar o estilo, ao longo dos anos eles descobriram a fórmula para se enveredar na mais incrível experiência musical que pude ver uma banda se metamorfosear.

Retornem muitas vezes mais meus amigos.

 
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Napalm Death em Belo Horizonte, uma noite outra vez…


SAUDOSO PASSADO

19 anos atrás tive o prazer de poder assistir uma das maiores bandas de Death Metal da atualidade, sim na época o Napalm Death praticava death metal  viceral influenciado pela frutífera cena que infestou o estilo na década de 90.

Relembrando a história dessa banda de Birmingham, Inglaterra que em seus primórdios praticavam Grindcore, um estilo novato na cena, oriundo do punk rock, misturando vertentes mais pesadas como o heavy metal, mais especificamente thrash metal de bandas como Slayer, Venom, e Celtic Frost, o Napalm Death foi encontrando seu próprio som que veio eclodir no “cult” Scum, um dos albums mais influentes da cena Grind ao redor do mundo!

A discografia e as mudanças de formação são extensas, contado com passagens de vários músicos e discos incríveis lançados em seus mais de 30 anos de carreira.

Quando aportaram pela primeira vez no Brasil em 1990, ja contavam com o que seria a formação definitiva da banda com o incrível vocalista Mark ‘Barney’ Greenway, assim como, Shane Embury, Mitch e Mick harris e o talentoso guitarrista de origem mexicana Jesse Pintado(RIP).

O show que pude presenciar pela primeira vez ocorreu em 1997, época em que estavam divulgando o trabalho de estúdio denominado :”Inside Torn Apart”,  mas minha mente estava presa ao passado mais precisamente  em “Utopia Banished”, a qual a primeira musica foi a abertura no dia!

O show foi memorável, ocorreu em um bairro chamado Santa Tereza, reduto boêmio de Belo Horizonte, na extinta casa de shows “Trash”, qual eu também tive o prazer de me apresentar com minha banda de death metal da época algumas vezes, infelizmente não nesse show, que ficou a cargo da grande banda de grindcore belohorizontina, Atack Epiléptico.

A apresentação dos ingleses foi incrível, muito energética, contando com grandes clássicos da banda com a formação clássica descrita acima, com exceção do baterista, substituindo por Danny Herrera, e como sempre acontecia na época, casa lotada.

VOLTANDO AO PRESENTE

Era uma quarta feira, dia atípico para apresentações de bandas de metal na capital. Mas foi com muita felicidade que recebi a notícia que depois de tanto tempo Napalm Death retornaria a capital mineira, dessa vez com o som voltado aos primórdios da banda, ao mais puro grindcore, com os já citados Mark Barney e Shane Embury juntamente com o grande baterista Danny Herrera! Infelizmente Mitch Harris não pode vir nessa tour e em seu lugar veio o competente guitarrista John Cooke.

O show aconteceu em uma nova casa de Belo Horizonte chamada “A autentica”, um lugar com bom tamanho para o que viria a ser o holocausto musical proporcionado pela banda. Cerca de 300 pessoas puderam ver-los, assim como a abertura feita com muita competência pelos mineiros do Expurgo, banda ja bastante conhecida pelo Brasil e exterior, e ao contrário de diversas outras bandas dessa nova geração, já contam com lançamentos em cd e vinil. O show foi rápido mas muito contagiante.

Então o grande momento da noite chegara quando adentram ao palco Shane, Barney, danny e John. Sem hesitar ja começaram o show a mil com Mass Appeal Madness, clássico do disco From “Enslavement to Obliteration”, e continuaram com músicas dos discos mais recentes e musica após musica, e a inesperada  ou esperada Greed Killing foi executada com maestria, ela pertence a um dos discos mais amados e odiados da banda, o incrível “Diatribes”. Unchallegend Hate, volta novamente a “Enslavement” e nos deixa muito entusiasmados, o lugar era pequeno como citei, mas não impediu que houvessem vários “moshs” assim como “stage dives” enlouquecidos por fãs que não tinham medo de nada!

Everyday Pox veio a seguir, essa canção conta com um curioso saxofone em sua versão de estúdio dando assim uma nova característica ao estilo! Outra musica incrível que não poderia faltar,era Test the Poison, do primeiro disco depois da era fase Earache, “Enemy of the Music Business”, disco qual relatam sua brigam com a gravadora.

Após executarem boa parte do setlist, a banda faz o inacreditável e tocam varias músicas do álbum “Scum”, talvez o mais esperado por todos os presentes!  Petardos como Scum, Life?, The kill, Deceiver, Your Suffer, Siege The Power foram tocados e levaram todos ao delírio!

Na sequencia outro momento muito esperado,  Sufffer The Children, grande clássico da era death metal, do disco mais conhecido da banda, em seu momento mais death metal, “Harmony Corruption” é executada, confesso que me emocionei muito, pois essa música é das minhas favoritas de um disco que me influenciou muito!

Ja estávamos nos aproximando do fim do espetáculo, mas ainda daria tempo para mais algumas novas tais como: How the Years Condemn, sensacional, e alguns covers como o ja tradicional Nazi Punks Fuck Off dos dead kennedys (nessa uma pequena homenagem ao facista Bolsonaro)  e Lowlife do Cryptic Slaughter. Por um momento achei que tocariam Troops of Doom do Sepultura por motivos óbvios, mas isso não ocorreu.

Por fim a ultima, que espero não ser a ultima vez por aqui Smear Campaign, provando ainda terem muita energia mesmo em um set curto de 1 hora, mas se tratando de grindcore, foi estratosférico!

Essa superou a primeira passagem deles por Belô, como é carinhosamente chamada por alguns a cidade, a banda ainda ficou por algum tempo no palco para atender aos fãs com fotos e autógrafos, claro que o mais procurado não poderia deixar de ser o carismático vocalista Barney que atendeu a todos da melhor maneira possível.

Se não foi como 1997 quando uma banda com ar jovial saiu da casa de shows e ficou a conversar na praça, esses novos tempos mostraram outro lado muito profissional e com som redondo.

Obrigado Napalm Death, e voltem sempre!

 

IMG_4674.jpgNapalm Death

Kiss – Monster Tour, 23 de abril de 2015


1983, esse foi o ano que começou minha história no rock in roll, eu vivendo meus 9 para 10 anos de vida e sonhando com futebol, video games e minha maior paixão da época, a bicicleta “Monark BMX”. Eu e meu amigo de infância Luiz Afrânio, que morava ao lado de casa em um bairro que me trás várias lembranças boas, as melhores de todos os tempos, virou meu melhor amigo da época, e claro, o Kiss e o rock  foi junto com a gente nos acompanhando nos 10 anos seguintes!

Nessa época o Brasil ainda vivia o fim de um dos períodos mais turbulentos de sua história, a ditadura militar de 1964, e shows internacionais era coisa rara tanto pela economia quanto pela instabilidade social que o país passava. No fim dos anos 70 com a flexibilidade do regime militar e posteriormente com as Diretas já, as bandas começaram a vir para cá e os primeiros foram: Alice cooper em 1974, Rick Wakeman em 1975, Genesis em 1977 e Queen em 1981.

Então os próximos a vir tinham que ser o Kiss, pois eram uma das mais esperadas no país por sua grande fama nos anos 70, e 1983 foi o ano deles!

Foram 3 show no Brasil, São Paulo no estádio do Morumbi, Rio de Janeiro no maracanã, com a maior presença de público, 137 mil pessoas e Belo Horizonte que teve o menor público, cerca de 40 mil pessoas. Dizem que o “fracasso” em Belô se deve a forte campanha de canais televisivos e grupos religiosos contra os “Cavaleiros a serviço de satã” ou “Kids In Satan Service”, uma alusão ao nome da banda KISS, ou seja, “bobajada”!

Com algumas passagens pelo Brasil no currículo: 1983, 1994, 1999 e 2009, vimos o retorno da banda ao Brasil em 2015 para a “Monster Tour” e Belo Horizonte teve o prazer de se encontrar novamente com Gene Simmons, Paul Stanley e companhia após 32 anos!

Inicialmente o show estava previsto para que acontecesse no estádio Independência, mas a baixa procura pelos ingressos inviabilizou que a apresentação fosse feita nesse local sendo transferida para o polêmico mineirinho, famoso pela sua péssima acústica e estrutura para shows.

Pensei por algum dias em desistir de ir, mas não desisti pois não poderia de deixar de ver a banda que foi o início de tudo e que talvez não tivesse outra oportunidade de assistir.

 

O show

19 horas em ponto a banda de abertura Steel Panther começou sua apresentação. Essa banda é composta pelo ex-guitarrista do “Fight de Rob Halford”, Russ Parish, não comprometeram, mas porém não me agradaram, o som estava horrível e não consegui compreender direito o que tocavam, o que foi determinante para que minha ansiedade pelo Kiss só aumentasse!

Terminada a apresentação de abertura, os roadies do Kiss começaram sua movimentação, vários itens foram instalados no palco, como elevador da bateria, corredores de metal para que a banda tivesse maior movimentação, guindastes, e claro o famoso e maior fã clube da banda, o “Kiss Army” estava representado por bandeiras nos cantos do palco.

Preparativos finais concluídos, um pano que cobria todo o palco com o logotipo da banda foi devidamente instalado para assim criar o clima final para o inicio da apresentação.

Pelo telão vimos a entrada da banda e segundos após a primeira explosão, juntamente com a queda do pano, vem Detroit Rock City e incendeia a todos!

Vários fogos e mais explosões vão se seguindo ao decorrer do show, o que para uma banda como o Kiss faz toda diferença ja que se consideram e levam o lema “rock in roll é uma festa” ao pé da letra!

A banda hoje que se apresenta com Gene Simmons e Paul Stanley da formação original, e diga-se de passagem em ótima forma, completam a banda o excelente baterista Eric Singer e o técnico guitarrista Tommy Thayer, (ex-roadie de guitarra do saudoso Ace Frehley), com performance digna dos membros originais da banda.

O disco Creatures of the Night, foi o mais lembrado pois além da execução da música título prosseguiram com War Machine com Gene cuspindo fogo, cena famosa vinda da década de 70 e todos foram ao delírio! I Love It Loud a música que tornou a banda ainda mais famosa no país foi executada e obteve boa recepção de todos. Senti a falta de Still Living You, mas infelizmente não podemos ter tudo!

Os grandes clássicos imortais da década de 70 foram detonados um após outro, e fomos agraciados com Deuce, Do You Love Me, Calling Dr. Love(em São Paulo tocaram Parasite no Lugar),  Black Diamond, Shout it Out Loud, I Was Made For Living You entre outras.

Então chegava a hora de um dos momentos mais esperados, a música que eu mais gosto, God Of Thunder que se inicia pelo solo de baixo do morcego que sobrevoa sobre nós, Gene Simmons (The Demon), fez seu segundo e mais famoso número cuspindo sangue como se fosse o próprio mephisto roubando nossas almas – O cara se transforma e me causa o mesmo medo de infância como em um filme de terror, que nos assusta e prende a atenção ao mesmo tempo!

Hide Your Heart foi a inesperada surpresa, música do álbum “Hot in the Shade”, famoso por ser uma espécie de apanhado de demos que a banda fez ao longo dos anos 80 é tocada, essa musica é muito legal e fiquei muito surpreso e animado com sua inclusão na apresentação.

Love Gun, meu disco favorito da década de ouro da banda foi executada em grande estilo com Paul Stanley sobrevoando sobre nós com o auxilio de uma tirolesa e parando a meu lado, foi incrível, confetes e serpentinas foram atirados assim com mais fogos! Foi de arrepiar!

Black Diamond, que música incrível, arrepiante, foi a escolhida para o fim da apresentação, essa musica tem provavelmente o melhor solo ou o mais climático que a banda ja fez!

Então se retiram do palco e retornam alguns minutos após para o esperado bis com Shout it Out Loud, mais que esperada, um dos clássicos do álbum Destroyer. Em seguida tivemos I Was Made For Loving You, com Paul Stanley em performance impecável, fazendo a casa se transformar em uma verdadeira discoteca novaiorquina, assim revivendo o final dos anos 70.

O grand Finale não poderia ser outro que não fosse Rock in Roll all Nite, essa a obra que deu a certeza que a banda seria uma das grandes de todos os tempos (como foi dito na biografia “Nothing to Loose”), fez a casa desabar literalmente em um final apoteótico com fogos, confetes e serpentinas, luzes e fumaça, um verdadeiro Psycho Circus!

Obrigado Gene, Paul, Eric e Tommy, sem vocês nada disso teria sido possível. Posso dizer que os 30 anos de espera valeram a pena!

 

“You want the best you got the best, the hottest band in the world, KISS!”

 

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Pitty – Sete Vidas Tour, 25 de julho de 2015


Mês passado tive o prazer de assistir a mais um show de uma das “novas” personalidade do rock brasileiro, Pitty, e faço uma menção não somente ela, mas a banda toda que é muito legal e competente, diga-se de passagem!

A casa estava lotada como a muito tempo não se via, o último que pude comprovar com essa mesma quantidade de pessoas foi o ótimo show da banda gaúcha “Nenhum de Nós”, há uns 3 anos atrás!

O show começou à meia noite e meia como estava previsto no press-release da produtora, um ato de extremo profissionalismo, visto que geralmente essas informações dificilmente são passadas ao público. Antes do show um DJ animou a casa com ótimas músicas, deixando assim o ambiente ideal para o show energético que viria a seguir.

Com quatro álbuns de estúdio e dois ao vivo, Pitty parece estar na área a muitos anos (até podemos dizer que sim pois ela veio da banda de Hardcore, Inkoma), dada sua envolvente presença de palco, a roqueira baiana radicada em São Paulo demonstra muita maturidade e segurança e em momento algum se desvia do foco.

Sua banda recém reformulada, manteve apenas Duda Machado, e a própria como membros originais, mas os músicos que compõem essa nova empreitada são muito bons, principalmente o guitarrista Martin Mendonça que teve passagens por bandas conhecidas como Malefactor e Dr. Cascadura. Outra baixa sentida foi a saída do baixista Joe por problemas contratuais, mas Guilherme Almeida, o substituiu muito bem em performance e musicalidade.

O show da turnê “Sete Vidas”, este, o último disco de Pitty é sintomático por varios motivos, após um hiato de 5 anos, destes, mais de 2 anos afastada da música para se tratar de saúde e problemas emocionais (nesse período o projeto agridoce teve papel fundamental para sua reabilitação) deram ao disco um teor lírico amadurecido com ótimas letras Como: “Lado de Lá”, sobre a trágica morte do primeiro guitarrista da banda, “Um Leão”, abordando relacionamentos emocionais, “A Massa”, que versa sobre o controle das pessoas pelo sistema capitalista midiático, “Serpente”, sobre a hora certa de mudar de direcionamentos e escolhas  na vida, e “Sete vidas”, essa sobre si mesma, pois relata os problemas vividos nos últimos anos antes do retorno aos palcos!

O show abre com uma vinheta tecnológica bem legal, um holograma da cantora recepcionando o público e introduzindo de imediato a banda que emenda com a ótima Sete Vidas, uma verdadeira musica rocker pulsante e vigorosa, alucinando a todos! A presença de palco de Pitty é incrível, agitando o tempo todo sem perder o fôlego, a intensa Anacrônico, vem na sequência, com muita influencias de QTSA, Muse, Kaiser Chefs entre outras do rock alternativo contemporâneo.”Admirável Chip Novo”, que versa dobre Aldous Huxley e que compõe o primeiro disco foi a próxima a ser tocada e foi muito bem vinda pois não deu mole pra que a galera tivesse descanso, música vigorosa essa, facilmente a melhor do primeiro disco que foi o que formou a característica sonora que a banda carrega nos dias atuais, uma mistura entre o rock, punk, post-punk, eletrônico e alt.rock.

Como eu tinha mencionado no inicio, o disco “Sete Vidas” é um divisor de águas na carreira da banda que demonstra vários direcionamentos e nos dá os indícios para os próximos trabalhos tanto na parte musical como na parte lírica amadurecida que a mesma vem trilhando nos dias atuais.

Nesse show varias faixas foram tocadas, entre elas, “Deixa ela entrar”, que é um das mais legais e esperadas, assim como, “A Massa”, “Olho calmo”, “Boca Aberta”, “Pequena Morte” e “Um Leão” com uma performance digna do clip, muito performática! Pena que não executaram ainda a sensacional ‘Pouco” que é uma das mais legais do petardo, assim como “Lado de lá” que pela carga emocional que a letra impactou pode vir nunca a aparecer para o público.

Voltando ao evento, o espetáculo tem uma característica muito interessante, e que gosto muito, que é a incursão de uma música incidental, ou seja uma música de fundo que se encaixa ao andamento da música executada, e em “Memórias”, um dos power hits da banda, ela utiliza desse recurso adicionando músicas de bandas que de alguma forma tem influência em seu som. Nesse dia Bob Marley, com “Get up Stand up” foi a escolhida. Bandas como Pearl Jam fazem muito bem isso, dando um clima psicodélico genial ao espetáculo!

Do disco “Chiaroscuro” veio “Me Adora”, mas bem que poderiam ter executado mais deste álbum, mas ficou somente nessa, músicas como “Medo”ou “8 ou 80” do mesmo álbum deveriam estar presentes. “Pulsos” o single que consta somente no primeiro disco ao vivo “{dês}concerto” foi executada a seguir, essa é uma musica que vem acompanhando as performances ao longo dos últimos anos e se mostra uma musica típica para um show, energética.

Já estávamos pra la da metade mas parecia que apenas alguns minutos tinham se passado, eis que surge uma das musicas mais esperadas, a balada “Equalize”, não é um das minhas preferidas, mas é uma das mais pedidas, principalmente pelas meninas, essa foi a hora que escolhi para dar aquela famosa ida ao banheiro e depois reabastecer com mais algumas cervejas. Mas deu pra retornar a tempo de presenciar “Na Sua Estante” que veio a seguir e foi aquele momento de continuar a dar um “respiro” com seu andamento mais cadenciado.

Um dos momentos mais aguardados veio com “Mascara” que é uma das música mais emblemática, o single que deu o ponta pé inicial em sua carreira. A letra discorre sobre não ter vergonha do que você é, talvez seguindo o “padrinho” Raul Seixas, que divagou a célebre frase de Alister Crowley: “Faça o que tú queres pois é tudo da lei”, dê sentido ao ideal dessa canção. Na houve mais uma pausa para uma música incidental, e a escolhida foi “Another Brick in the Wall” dos veteranos do rock progressivo, Pink Floyd! Na primeira perna da turnê, em setembro do ano passado a escolhas foram “Bom Senso” de Tim Maia e “Ando meio Desligado” de uma das bandas que mais gosto, Os Mutantes.

Por fim,”Serpente”, trazia o encerramento de uma noite muito agradável, a música do video clip místico encerrou a apresentação com seu estilo “World Music” carregada de “ôôô ôôô, ôôôsss” pronunciados pela platéia. Essa música é perfeita pro encerramento, pois seu clima cadenciado da aquela sensação de dever cumprido pelas duas horas de um show energético que só o rock nos proporciona!

Essa foi a terceira apresentação do show por “Belô”, a primeira apresentação aconteceu em setembro de 2014, a segunda em fevereiro deste ano e este no fim de Julho.

Espero poder ver muitos outros nos próximos discos, esse termo é muito ultrapassado nos dias atuais??? Não sei, so sei que espero que girem por aqui novamente!!!

http://www.flickr.com/photos/audreydesign/albums/72157647086425390

Pitty

Pitty Sete Vidas Tour – Belo Horizonte 2015

Azaghal – Nemesis Brazilian Tour, 9 de agosto 2014


Os Finlandeses Azaghal sempre foram muito bem lembrados na cena “black metal dos anos 90” como uma das precursoras do estilo e por terem lançado um dos discos mais agressivos da época o “Helvetin yhdeksän piiriä”, ou “Nine Circles of Hell”. Após esse lançamento, outros ótimos álbuns foram “criados” e destaco os ótimos: “Omega”, “Teraphim”e “Nemesis”, que foi o disco a qual vieram ao país para sua divulgação.

Nessa tour que se não me engano, primeira na America do Sul os caras tiveram a companhia de ótimas bandas entre elas, Nervochaos e Coldblood, e também a Americana Funerus, banda do guitarrista do Incantation, John McEntee.

O Show em Belo Horizonte não decepcionou, a começar pelo local, o mercado das borboletas, localizado dentro de um mercado distrital na capital. O lugar tem o clima certo pro estilo, um galpão gigante cheio de entre meios e foi em um deles que ocorreu o show como poderão ver nas imagens abaixo.

A primeira banda que pude conferir foi a conhecida Nervochaos, banda paulistana que está na estrada a mais de uma década com seu death metal técnico e agressivo, nesse show estavam a divulgar seu mais recente trabalho “The Art Of Vengeance” mas tocaram musicas das várias fases da banda com destaque para a ótima composição “Pazuzu is Here” do cd “Battalions of Hate”. Edu Lane, baterista e fundador da banda, grande apoiador do metal underground, juntamente com seus companheiros fizeram um show inesquecível com muita competência, deixando todos presentes muito satisfeitos.

Na sequência os cariocas do Coldblood vieram para mostrar que é possível fazer Death metal técnico e agressivo com muita qualidade. Em sua segunda passagem por “BH”, não decepcionaram e fizeram um show muito energético, com destaque para o novo cd “Chronology of Satanic Events”, sem esquecer as músicas do ótimo álbum “Under the Blade I Die”. M.Kult baterista líder da banda mostrou muita técnica e agilidade em seu instrumento assim como D.Arawn ex-integrante da banda de black metal Mysteriis mostrou-se uma ótima aquisição para a banda pois alem de guitarrista, também ocupa a vaga de vocalista com muita desenvoltura dando a pegada que o estilo precisa. Foi um ótimo show e espero que retornem em breve por aqui!

Sem muita demora Azaghal adentra o recinto para sua tão aguardada apresentação, os músicos foram muito profissionais pois a tour pelo Brasil era muito extensa, e o show deles ocorreu um pouco mais cedo para que pudessem algumas horas mais tarde embarcar pra São Paulo. Mas enganasse quem imagina que não foi um show incrível, os músicos deram tudo de si, e a apresentação foi visceral como pede o estilo, equipamentos bem timbrados e uma banda muito afiada foi o que vi, maquiagens ou como são chamados os famosos “corpse paints” estavam la como manda o figurino e mantiveram o clima soturno do início ao fim.

A banda fez um ótimo show dando ênfase em praticamente todos os discos de sua carreira: “Codex Antitheus”, “Omega”, “Teraphim”, “Nine Circles of Hell”, “Mustamaa” e nem tanto do “Nemesis”, disco que achei que seria mais explorado.

Ao final os músicos ficaram mais um pouco para conversar com o presentes, pude falar um pouco com o guitarrista que inclusive me deu sua palheta personalizada e com o baixista Niflungr que gostou muito de ter tocado por aqui e espera voltarem ao Brasil em breve.

Espero que isso aconteça esse ano com o lançamento de seu novo disco “Madon sanat”, pois foi um dos melhores shows de black metal que pude presenciar por aqui recentemente.

 

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Nervochaos

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Coldblood

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Azaghal

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Azaghal

Voivod – South America Tour, 5 de maio de 2014


O Thrash Metal foi o estilo mais relevante no final dos anos 80, bandas como Metallica, Slayer, Megadeth, Kreator, Destruction, Exodus, Sepultura, Chacal, MX, entre outras, chegaram e de repente se instalaram dentro do Heavy Metal que passava por um momento de ostracismo a procura de novos direcionamentos.

Claro que não poderia faltar um representante do distante Canadá localizado na América do norte, um dos países mais importantes do mundo pela sua diversidade cultural, um dos únicos a ter duas línguas oficiais, o inglês e o francês, e que nos deu ao longo dos anos algumas bandas importantes como: “BTO”, “Anvil”, “Exciter”, “Annihilator”, “Cowboy Junkies”, ultimamente bandas mais modernas como o “Kataklism” e “The Agonist”, e claro a mais famosa de todas,”Rush”!

De lá vem o ícone do thrash metal progressivo cibernético, “Voivod”, capitaneado pelo incansável Michel “Away” Langevin, que alem de músico é o responsável pelas belas artes das capas dos álbuns da banda. Voivod é uma das bandas mais revolucionárias dos últimos anos e de grande importância na consolidação do estilo, sua formação original consta alem dele com o saudoso guitarrista Dennis “Piggy” D’amour, co-fundador da banda falecido em agosto de 2005, juntamente com o baixista Jean Yves “Blacky” Thériault e do vocalista Dennis “Snake” Belanger, nos deixando trabalhos fenomenais em discos tais: “Nothing Face”, “Dimension Hatross”, “Roar”, “Angel Rat”, ‘War and Pain”, “Killing Technology”, etc. Outro personagem que podemos citar nas fileiras do Voivod é o baixista Jason “jasonic” Newsted, ex-integrante do “monstro” Metallica que atuou na banda em apenas um disco assim abrilhantando ainda mais a prolífera carreira da banda.

Voivod sempre foi uma das bandas que mais quis ver nos idos anos 90 quando o estilo estava muito em “alta” em nosso país, mas como aqui a economia era instável, e os shows não eram prioridade, a banda não chegou até nós e infelizmente não fomos agraciados, então isso só viria a acontecer pela primeira vez no ano de 2014 e felizmente consegui realizar esse sonho que já considerava impossível.

O show foi incrível a começar pela abertura com a banda mineira Certo Porcos!, que conta com Rodrigo ex-vocalista e posteriormente baterista da banda mineira Holocausto que em uma das suas fases teve muita influência dos canadenses. Nessa nova empreitada a banda mostra um hardcore pra la de agressivo tanto musicalmente quanto liricamente agradando os presentes em sua maioria pra la dos 30 anos de idade!

Em seguida a nova grande surpresa e promessa do nosso rico “underground” musical brasileiro, Hatefulmurder, com seu thrash metal moderno nos deu uma aula de boas composições além da incrível versão para o clássico do Black Sabbath N.I.B…Com músicos muito talentosos e afinados essa banda carioca tem um futuro muito promissor!

Chegava a hora do grande espetáculo, do show que esperamos por mais de 20 anos e finalmente os excepcionais Voidod’s adentraram o palco trazendo sua formação quase original com a inclusão do talentoso guitarrista Dan Mongrain, músico excepcional que reproduziu cada nota, lick, arpejo, como foi feito por seu criador, o genial Piggy.

O show começou e foi puro êxtase ouvir algumas das musicas mais incríveis que a banda e o estilo produziu como: “Tribal Convictions”, “Nothingface”, “Overreaction”, ”Chaosmongers”, “Psychic Vacuum”, “Ripping Headaches”, “The Unknown Knows” e acredito a mais esperada por todos “Astronomy Domine”, cover do Pink Floyd eternizado pela banda.

Os músicos deram um show de simpatia e demonstraram muita satisfação em poder se apresentar em Belo Horizonte, considerada por muitos a capital do metal no país por ter nos dado muitas das bandas que se tornariam ícones mundo a fora no estilo, e claro por ter exportado o grande Sepultura. O show foi incrível, memorável, inesquecível, além das músicas citadas, tocaram outras como a incrível “Kluskap O’Klom”, de seu disco novo e a inesperada “Forgotten In Space” do disco “Killing Tecnology” além claro da musica que deu origem ao nome da banda “Voivod”.

A banda interagiu o tempo todo com o público, principalmente “Snake” que a todo momento deixava o publico fazer alguns “backing vocals” e o baixista “Blacky” que com uma performance incrível se jogava literalmente…Amigos esse foi o dia!

Ao final, a banda ficou no local para alguns autógrafos, fotos e um bom bate papo com quem se dispôs a permanecer mais algumas horas no local! Muita simpatia, bom humor, humildade foi o que pudemos presenciar não somente no palco como após ele.

Obrigado Dennis, Michel, Jean e Dan por realizarem meu sonho de adolescente e aguardamos a volta do grande vampiro cibernético…VOIVOD!!!

 

 

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Renato Audrey/Michel “Away” Langevin

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Dan Mongrain/Renato Audrey